O ano novo astrológico – Março, 2002 - www.astrologica.com.br

Com a entrada do Sol em Áries, comemora-se o "ano novo astrológico".

Ano Novo? Sim, com um convite.

Acontece este mês, um recomeço como o que se comemora em dezembro, na tradição cristã. Portanto, outro reveillon.

São 12 os signos que se sucedem ao longo do ano. E é o sol que, à medida que passa por essa seqüência zodiacal, ilumina e marca o ponto da roda, lentamente, dia após dia. A cada mês, um novo signo. Percebemos sua passagem pela alternância das estações do ano, o frio ou o calor, a queda das folhas dos galhos, vazios, ou a fartura dos tons de verde, as flores, as frutas...

Sem atraso, inexoravelmente, este ciclo celeste é reativado, e lhe chamamos ano astrológico.

Nada mais justo que no ponto inicial, nós nos lembremos de que é tempo de festa. O primeiro signo, talvez por ser o mais novo, é o mais ansioso. Um tanto rude. Com certeza, o mais atirado. O que vai iniciar a dança, abrir as portas para esse reinício. Com energia, destemido e atrevido... Áries é essa inauguração.

Vou poupá-lo, meu amigo leitor, de uma longa lista de informações técnicas, que explicasse tudo sobre esse mecanismo celeste, que todos os anos se reinstala, eterno.

Além de passar a notícia do ano novo, tenho outra intenção... Talvez muito mais simples...com certeza, mais prazerosa. Que tal fazer o festejo, como se costuma em tantos outros anos novos que a cultura humana já inventou? Conversa de astróloga, você vai dizer... Talvez seja...

Se o reveillon existe, em datas estipuladas pelas culturas ocidentais e orientais, porque não comemorá-lo também nesta data que a natureza indica, nesse movimento cósmico, atemporal?
Que tal se nos preparássemos para uma celebração? Momento de festa. Necessário se faz o gesto que transforma nossa realidade cotidiana. Necessário o símbolo que instaura outra realidade, e que funda a eternidade no momento. O ritual... A taça. O cacho de uvas. A toalha de renda. A flor. Um castiçal. E, claro, o sorriso mais lindo... Tudo pela reedição do caminho do sol. Uma sagração.

E, se saíssemos, então, de mãos dadas, abraçados, fazendo este momento sagrado em nossos corações? Rezar, meditar, dançar, cantar, rir... Profanos ou divinos movimentos... Capazes de brincar, de inventar significados, criar estrelas e brilhos ?

Feliz Ano Novo !