Sou da geração de 68. Com perplexidade, aos vinte anos, vivi a turbulência do final dos anos 60 e dos 70. Hoje, sei que foi um privilégio. Casei, descasei. A família tem crescido, para além dos filhos, dos amigos e de seus filhos, dos contatos profissionais e pessoais, mundo afora.

Viajei muito. Devorei livros e livros, assim como a geografia dos lugares por onde passei. Cidades preferidas? New York, Paris, Istambul e outras pequenas dos muitos cantos do Brasil. Tenho me alimentado de arte: algumas esculturas em terracota, peças de porcelana pintadas, toquei piano, escrevo contos, crônicas, artigos. Tenho dançado muito, procurando ampliar a gama de ritmos.
Tento melhorar a compreensão do que é a dança e a percepção que tenho dos parceiros.  

Além dos anos de vida, colecionei paisagens na memória, fotos de flores, muitos amores e, principalmente, gente amiga. Tudo isso faz a minha riqueza.

A fé, eu tenho reaprendido sempre e confirmado a cada nova crise.

Muitas linguagens me mostraram as muitas perspectivas possíveis do mundo. Tenho procurado viver bem, dentro da que cabe melhor à minha compreensão.

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